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Influencia da Barbie nos hábitos de consumo e comportamento desde o século XX

  • beatrizarruda067
  • 20 de jul. de 2020
  • 3 min de leitura

A boneca mais famosa e desejada do mundo, foi lançada em 9 de março de 1959. Teve por inspiração o nome de Barbie Handler, filha da americana Ruth Handler, uma fabricante de brinquedos. Ruth achava as bonecas da época muito infantilizadas e com um preço muito alto, então desenhou e deu vida a Barbie! A boneca com um ar mais adulto. Ao lado do marido Elliot, que fabricava casas de bonecas, ela fundou a fábrica de brinquedos Mattel em 1945.

Apesar de ser uma ideia original, criativa e inovadora, a Barbie é um assunto polêmico, principalmente pela aparência, de um padrão físico inalcançável. Segundo Giovana Feix do site MDE mulher, Uma pesquisa divulgada na publicação Body Image confirmou o que todo mundo já sabia sobre a Barbie: o modelo de corpo da boneca faz mal à imagem que as meninas desenvolvem de si mesmas.

Um estudo realizado e publicado pela rehabs, Os números são impressionantes: quatro em cada cinco crianças de 10 anos dizem ter medo de ser "gordos". 42% das meninas da primeira à terceira série desejam ser mais magras. E metade das meninas de 9 ou 10 anos afirmam que se sentem melhor consigo mesmas quando fazem dieta. Apesar de não serem apenas crianças e adolescentes que sofrem pressão estética, quando se tornam mulheres adultas, não percebem o quanto foram afetadas, que os modelos nas revistas geralmente têm corpos que são literalmente impossíveis. Nos últimos anos, antes da propagação de informação, a desconstrução de padrões, os corpos de modelos anormalmente finos foram distorcidos, tornaram-se responsáveis pela propagação da definição dos corpos que não poderiam ser alcançados por nenhuma mulher real " O visual perfeito da boneca Barbie"

De acordo com um levantamento feito pelo site Rehabs.com, reproduzido pelo site MED mulher, as proporções tradicionais da boneca são tão absurdas que, se a Barbie fosse humana, o tamanho diminuto de sua cintura só comportaria um rim, o seu pescoço não seria capaz de sustentar sua própria cabeça e, devido a dimensão de suas pernas e a configuração de seus pés, ela seria obrigada a andar de quatro. Em outras palavras: um padrão literalmente impossível de se alcançar, enquanto ser humano saudável.

Atualmente, é possível ver uma mudança significativa, já que a boneca magérrima, branca dos olhos claros já não é mais tão padronizada. A inclusão de bonecas negras, latinas e de diferentes corpos já é uma realidade e elas estão cada dia mais presentes no cotidiano das crianças, e indiretamente, conscientizando e deixando uma mensagem.

É fundamental para saúde mental e física, principalmente das mulheres, haver uma desconstrução do que é "bonito", do que é "perfeito". Aceitar-se é uma luta diária da maioria das mulheres e um processo contínuo, mudar por escolha e não por pressão social é um desejo que se torna cada dia mais alcançável, graças a inúmeras mulheres compartilhando suas vivencias. Esteriótipos estão sendo cortados, a industria lucra com a rivalidade feminina "o que eu tenho e ela não tem", e esse é um dos pilares que ainda sustenta a comercialização e consumo desenfreado de procedimentos estéticos e interferem nos hábitos de comportamento femininos e também masculinos.

Não, isso não é uma crucificação do silicone, é um adendo e um alerta! Mudanças devem ser feitas por opção e não por pressão.


E ai? você imaginava o impacto de uma bonequinha na sua vida e vida de milhares?





Por: Beatriz Arruda













 
 
 

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